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💔 Quando o acidente acontece, o silêncio da empresa costuma ser o segundo golpe

Perder parte do braço em um acidente de trabalho não é apenas uma lesão física.

É uma ruptura brusca na vida profissional, familiar e emocional do trabalhador.

Talvez você esteja se perguntando:

“Será que isso poderia ter sido evitado?”

Ou ainda: “Será que tenho algum direito que não me explicaram?”

Essa dúvida é legítima. E, sim, existe solução jurídica, desde que o caso seja analisado com cuidado.

⚖️ O que é a amputação de braço em acidente de trabalho?

Amputação de braço ocorre quando o trabalhador perde parte ou a totalidade do membro superior, geralmente do cotovelo para baixo, em razão de um acidente ligado ao trabalho.

👉 Ou seja, não se trata apenas de cortes.

👉 Estamos falando de perda definitiva da função.

📌 Esse tipo de acidente é classificado como grave pela legislação trabalhista e previdenciária.

🟩 DESTAQUE IMPORTANTE

A amputação do braço quase sempre indica falha grave de segurança, ausência de proteção adequada ou risco não controlado no ambiente de trabalho.

🏭 Onde esses acidentes mais acontecem no Brasil?

Embora possam ocorrer em vários setores, os dados mostram um padrão claro.

🎗️ Indústrias e ambientes com máquinas

Metalúrgicas, fábricas, linhas de produção e oficinas mecânicas lideram os casos.

Além disso, prensas, tornos, serras e máquinas de corte estão entre as maiores causadoras.

🎗️ Frigoríficos e agroindústria

O uso intenso de equipamentos cortantes, aliado à pressão por produtividade, eleva o risco.

Portanto, mãos e braços ficam constantemente expostos.

🎗️ Construção civil

Máquinas improvisadas, ferramentas sem proteção e falhas de treinamento são comuns.

Assim, o perigo se torna diário.

👉 Em todos esses cenários, o braço costuma ser o primeiro a ser atingido.

💬 “Mas eu estava só fazendo meu trabalho…”

Essa frase aparece em quase todos os relatos reais.

O trabalhador não estava brincando.

Não estava desatento.

Estava cumprindo ordens.

Advogado trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,

“Em amputações de braço, raramente o problema está no trabalhador. Quase sempre, ele está na estrutura, na máquina ou na gestão do risco.”

Essa constatação muda tudo.

⚖️ Direitos que muitos trabalhadores não sabem que têm

Aqui surge uma das maiores angústias: o medo de não ter direito a nada.

Contudo, na maioria dos casos, isso não é verdade.

💰 Direitos que podem existir, conforme o caso:

📌 Cada caso exige análise técnica. Generalizações são perigosas.

🟩 ALERTA

Mesmo quando a empresa afirma que “fornecia EPI”, isso não encerra a discussão.

O foco está na eficácia real da proteção e na prevenção do risco.

🔍 Situações reais que merecem atenção

Alguns exemplos comuns do cotidiano:

Ou seja, o acidente não acontece do nada. Ele é construído aos poucos.

📂 Como agir com segurança após uma amputação de braço

Antes de qualquer decisão precipitada, respire.

Depois disso, organize informações.

⚖️ Passos importantes:

  1. Guarde laudos médicos, prontuários do Hospital e exames;
  2. Preserve fotos da máquina ou do local, se possível;
  3. Anote nomes de colegas que presenciaram a rotina;
  4. Solicite documentos médicos e ocupacionais da empresa;
  5. Não assine documentos entregues pela empresa sem a orientação de um advogado experiente.

💬 Um ponto sensível, mas necessário

Muitos profissionais qualificados hesitam porque ocupam cargos de confiança.

Eles pensam que isso impede qualquer direito.

No entanto, cargo de confiança não autoriza exposição ao risco.

A dignidade do trabalhador vem antes do cargo.

Esse é um ponto que precisa ser dito com clareza.

⚖️ Conclusão: informação é proteção

A amputação de braço é um dos acidentes mais devastadores do trabalho.

Ela deixa marcas visíveis e invisíveis.

Por isso, antes de desistir ou agir por impulso, informe-se.

Conhecimento jurídico reduz medo, insegurança e injustiça.

Buscar orientação especializada não é confronto.

É cuidado consigo mesmo e com sua história.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

📌 Cinco minutos diante do perito podem decidir o seu futuro

A perícia médica do INSS não dura mais do que alguns minutos.

Mas o impacto da decisão pode durar anos.

Para quem sofreu acidente de trabalho, esse momento costuma ser vivido com:

🔥 Na perícia, um erro de cinco minutos pode custar meses sem renda

Essa é a parte que ninguém avisa.

A perícia do INSS não é uma conversa livre.

Ela é um procedimento técnico, rápido e objetivo.

E o perito decide com base no que vê, no que ouve e no que está documentado.

⚖️ O que o perito do INSS realmente avalia?

O perito não analisa injustiça.

Não avalia culpa da empresa.

Não investiga ambiente de trabalho.

Ele observa, basicamente:

📌 Por isso, preparação não é exagero — é necessidade.

🧾 Documentos que fazem diferença na perícia

Levar documentos incompletos é um dos erros mais comuns.

São essenciais:

👉 Exame antigo ou genérico quase sempre enfraquece o pedido.

Advogado Trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“na perícia do INSS, o trabalhador não perde o direito por falta de dor — perde por não saber como provar o que sente.”

💬 “Posso explicar minha dor ao perito?”

Pode — e deve.

Mas com clareza.

O perito precisa entender:

⚠️ Frases vagas como “sinto dor” raramente ajudam.
Descrever limitações objetivas ajuda muito mais.

⚠️ O erro mais comum: tentar parecer “forte”

Muitos trabalhadores pensam:

“Se eu parecer fraco, posso ser demitido.”

E acabam:

O resultado costuma ser a negativa.

📌 A perícia não é teste de resistência.
É avaliação de incapacidade.

⚖️ E se o perito concluir que estou apto?

Isso acontece com frequência.

E não encerra seus direitos.

Se a perícia negar:

👉 A decisão do perito não é definitiva.

⚠️ Doença ocupacional e acidente de trajeto também entram na perícia?

Sim.

A perícia pode envolver:

O erro comum é achar que só “acidente com máquina” gera direito.

🧠 O que fazer antes da perícia (checklist simples)

✔️ organize documentos em ordem de datas;
✔️ leve exames recentes;
✔️ saiba explicar suas limitações;
✔️ não dramatize, mas não minimize;
✔️ vá com calma e clareza;
✔️ não esconda sintomas por medo.

Esses cuidados simples mudam resultados.

🎗️ Um recado para quem vai enfrentar a perícia

A perícia do INSS assusta porque parece decisiva.

Mas ela não define quem você é.

Nem apaga o acidente que aconteceu.

Ela é apenas uma etapa.

E etapas podem ser corrigidas quando analisadas com técnica.

Buscar informação antes evita arrependimentos depois.

⚖️ Conclusão: perícia não é armadilha, mas exige preparo

Quem chega despreparado depende da sorte.

Quem chega informado protege seus direitos.

A perícia médica do INSS pode negar, errar ou limitar.

Mas o direito não desaparece com um “indeferido”.

Entender o procedimento é o primeiro passo para não sair dele prejudicado.

Em caso de dúvidas, consulte sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

😔 Depois do acidente, a maior angústia não é só a dor — é a incerteza sobre o futuro

Sofrer um acidente no trabalho muda tudo.
O corpo sente.
A rotina quebra.
A renda pode cair.
E a segurança que existia antes simplesmente desaparece.

Em meio à dor, ao medo e à incerteza, uma pergunta surge quase sempre em silêncio:

“Quanto vale a indenização?”

Essa pergunta é legítima.
Ela nasce da necessidade de entender se a Justiça reconhece, de forma concreta, o prejuízo que ficou.

🔥 Quanto a Justiça realmente paga nesses casos?

Aqui está o ponto que quase ninguém explica com honestidade.

Não existe tabela fixa.
Não existe valor padrão.
Mas existem parâmetros reais, aplicados diariamente pela Justiça do Trabalho.

Advogado Trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“indenização não é prêmio: é a forma que a lei encontrou para compensar uma perda que não deveria ter acontecido.”

É com essa lógica — e não com fantasia — que os juízes decidem.

⚖️ Danos morais: valores reais reconhecidos pelos tribunais

Os danos morais buscam compensar a dor, o sofrimento, o medo, a angústia e o impacto emocional deixados pelo acidente.

Na prática, os tribunais vêm fixando valores como:

📌 Esses valores aparecem quando o dano é real, comprovado e muda a vida do trabalhador.

⚠️ Danos estéticos: quando o acidente deixa marcas visíveis

Se o acidente deixa cicatrizes, deformidades ou alterações permanentes na aparência, surge o dano estético, que gera indenização autônoma, além do dano moral.

Exemplos reais:

São valores que reconhecem algo simples, mas profundo:
👉 o corpo não volta a ser como antes.

🧾 Danos materiais: o prejuízo que pode ser medido

Aqui entram os prejuízos concretos e comprováveis, como:

Exemplo reconhecido:

Esse tipo de indenização não envolve emoção, mas contabilidade do prejuízo.

📉 Pensão mensal: quando há redução da capacidade de trabalho

Quando o acidente gera redução permanente da capacidade de trabalho, a Justiça pode fixar pensão mensal, temporária ou vitalícia, paga pela empresa.

Aqui estão os casos mais impactantes:

📌 Em muitos casos, a soma da pensão ao longo dos anos ultrapassa R$ 300.000,00 ou R$ 400.000,00, dependendo da idade e do salário.

⚖️ Doença ocupacional e acidente de trajeto também entram nessa conta?

Sim.

A lei equipara a acidente de trabalho:

Se houver dano e responsabilidade da empresa, os critérios de indenização são os mesmos.

⚠️ Por que dois acidentes “parecidos” geram valores tão diferentes?

Porque a Justiça analisa o caso concreto, considerando:

Nenhum processo é decidido no “achismo”.

⚠️ Cuidado com promessas de valores fechados

Desconfie de quem afirma, sem analisar documentos:

“Esse caso vale tanto.”

Sem laudos, provas e histórico, isso é chute.

Informação séria protege mais do que expectativa irreal.

⚖️ Conclusão: não existe tabela, mas existem parâmetros reais

A indenização por acidente de trabalho não é sorteio.
Ela segue critérios claros e decisões consistentes.

Na prática:

Entender esses parâmetros permite decidir com consciência — sem ilusão, sem medo e sem título enganoso.

Em caso de dúvidas consulte sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

🎗️ INSS disse “não”. E agora, como você vai pagar as contas?

A negativa chega fria.
Um papel.
Uma mensagem no aplicativo.
Ou um “indeferido” seco, sem explicação clara.

Depois do acidente, você já lidava com dor, medo e insegurança.
Agora, além disso, surge outra angústia: como sobreviver sem o benefício?

Se isso aconteceu com você, saiba desde já:
👉 a negativa do INSS não encerra seus direitos.
Na verdade, em muitos casos, ela é apenas o começo do caminho correto.

Este texto é para quem sofreu acidente de trabalho, teve o benefício negado e precisa entender, com clareza e calma, o que pode ser feito agora.

🔥 Quando o INSS diz “não”, seus direitos ainda existem

Essa é a verdade que muita gente descobre tarde demais.

O INSS erra.
Erra na análise.
Erra no enquadramento.
Erra ao ignorar documentos.
Erra ao tratar acidente de trabalho como doença comum.

E quando isso acontece, quem paga o preço é o trabalhador, justamente no momento em que está mais frágil.

Advogado trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“quando o INSS nega o benefício, o trabalhador não perde o direito — perde apenas a tranquilidade, se não souber o que fazer.”

⚖️ Por que o INSS nega tantos benefícios por acidente de trabalho?

Alguns motivos aparecem com frequência:

📌 Nada disso significa que o direito não exista.

INSS negou o benefício. O que pode ser feito agora?

Essa é a pergunta central — e ela tem respostas concretas.

Quando o benefício por acidente de trabalho é negado, o trabalhador pode:

👉 A Justiça não está vinculada à decisão do INSS.
Ela analisa provas, contexto e realidade do trabalho.

⚠️ Auxílio comum negado ou concedido errado não encerra a discussão

Esse ponto é decisivo.

Mesmo que o INSS:

👉 a Justiça do Trabalho pode reconhecer que a lesão ou doença tem relação com o trabalho, com efeitos importantes, como:

📌 O enquadramento administrativo não é definitivo.

💬 “Mas o perito disse que eu posso trabalhar”

Isso acontece com frequência.
E nem sempre reflete a realidade.

Muitos trabalhadores:

A perícia do INSS avalia um momento.
A Justiça analisa a história completa.

⚠️ O erro mais grave após a negativa do INSS

O erro mais comum é desistir.

Pensar:

“Se o INSS negou, não adianta insistir.”

Esse pensamento custa caro.

Com o tempo:

⚠️ O silêncio quase sempre beneficia quem errou.

🧠 O que fazer com calma e estratégia após a negativa

Alguns cuidados são fundamentais:

✔️ guarde a decisão do INSS;
✔️ preserve laudos, exames e atestados em ordem de datas;
✔️ registre a evolução da lesão ou doença;
✔️ não assine documentos sem orientação;
✔️ busque informação antes de desistir.

Além disso, conteúdos sobre acidente de trabalho, auxílio-acidente, estabilidade acidentária e indenização ajudam a compreender o cenário completo.

🎗️ Um recado direto para quem recebeu a negativa

Receber um “não” do INSS machuca.
Desanima.
Dá sensação de abandono.

Mas isso não define seu direito.

Muitos trabalhadores só conseguem o reconhecimento correto fora da via administrativa, com análise técnica e prova adequada.

Buscar informação não é brigar.
É se proteger.

⚖️ Conclusão: a negativa do INSS não é o fim da linha

Quando o INSS nega o benefício por acidente de trabalho, o caminho jurídico ainda existe.

Direitos não desaparecem porque um órgão errou.
Eles precisam ser reconhecidos no lugar certo, da forma correta.

Informação traz clareza.
Clareza evita arrependimentos.
E decisão consciente protege mais do que o silêncio.

Em caso de dúvidas consulte sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

💬 Quando a dor é real, mas a responsabilidade vira silêncio

Depois de um acidente de trabalho grave, o choque vem primeiro.
A dor física aparece.
O medo se instala.
E, logo depois, surge uma sensação ainda mais pesada: a empresa começa a se afastar.

Frases como estas se repetem:

“Foi fatalidade.”
“Era risco da função.”
“Você se descuidou.”

Para quem está machucado, em tratamento ou convivendo com sequelas, isso gera revolta e insegurança.
A dúvida é imediata:
será que eu tenho algum direito ou vou ficar sozinho nessa história?

Este texto é para você que ainda não decidiu entrar com ação, mas sente que algo está errado — e quer entender, com clareza, o que a lei realmente diz.

⚖️ Acidente de trabalho precisa ser culpa da empresa?

Não.
E esse é um dos maiores mitos.

Para existir direito à indenização, não é necessário que a empresa tenha causado o acidente de forma direta e exclusiva.

Basta que o trabalho tenha:

Ou seja, responsabilidade não é sinônimo de culpa direta.

🔲 No Direito do Trabalho, o foco está no risco da atividade e na proteção do trabalhador, não apenas na culpa individual.

🎯 Situações comuns em que a empresa costuma negar responsabilidade

Na prática, muitos acidentes acontecem em contextos como:

Mesmo assim, a empresa costuma alegar que:
“o trabalhador sabia do risco”;
“foi descuido”;
“não houve falha”.

⚠️ Essas alegações não encerram a discussão jurídica.

⚠️ O erro de aceitar a versão da empresa sem questionar

Muitos trabalhadores, fragilizados, acabam aceitando a narrativa patronal.
Ficam em silêncio.
Tentam “seguir a vida”.

O problema é que:

Advogado trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“o maior prejuízo do trabalhador acidentado é acreditar, cedo demais, que não tem direito algum.”

💬 “Mas eu também errei. Isso me tira o direito?”

Não necessariamente.

Mesmo que o trabalhador tenha cometido algum erro, isso não exclui automaticamente a responsabilidade da empresa.

O Direito do Trabalho analisa:

Além disso, existe o conceito de culpa concorrente, em que:

Cada caso exige análise técnica.

🧩 Que direitos podem existir após um acidente grave?

Dependendo do caso, o trabalhador pode ter direito a:

Esses direitos não são automáticos, mas também não são raros.

🔍 Exemplos reais do cotidiano

Imagine um trabalhador que:

Ou alguém que:

Essas situações aparecem todos os dias na Justiça do Trabalho.

🧠 O que o trabalhador deve fazer antes de qualquer decisão

Antes de aceitar a versão da empresa ou desistir de buscar direitos, alguns cuidados são essenciais:

✔️ guardar exames, laudos e atestados;
✔️ anotar como o acidente aconteceu;
✔️ identificar testemunhas;
✔️ preservar mensagens e ordens recebidas;
✔️ buscar informação antes de agir.

🎗️ Um recado direto para quem está machucado e inseguro

Sentir medo é normal.
Duvidar também.

O que não pode acontecer é sofrer duas vezes:
primeiro com o acidente,
depois com a injustiça.

Buscar informação não obriga ninguém a entrar com processo.
Mas abre os olhos para direitos que muita gente só descobre tarde demais.

⚖️ Conclusão: o acidente passou. As consequências ficam.

Um acidente de trabalho grave muda rotinas, planos e expectativas.
Quando a empresa se exime de responsabilidade, o impacto é ainda maior.

Entender o que a lei prevê é o primeiro passo para decidir com consciência.
E decisão informada sempre protege mais do que o silêncio.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

💬 Quando o acidente passa, mas o medo do desemprego começa

O acidente aconteceu.
Você se machucou.
Precisou de atendimento médico.
Talvez tenha se afastado pelo INSS.

E, quando ainda estava se recuperando — ou logo após voltar ao trabalho — veio a notícia que ninguém espera:

“Você está sendo desligado.”

A dúvida é imediata.
A angústia também.

👉 A empresa pode demitir um trabalhador que sofreu acidente de trabalho?

👉 Isso é legal ou existe proteção?

Este texto é para você que sofreu acidente de trabalho, foi dispensado (ou teme ser) e quer entender, com clareza, o que a lei realmente garante.

⚖️ Existe estabilidade após acidente de trabalho?

Sim, existe.
E esse é um dos direitos mais importantes — e mais desrespeitados.

A lei garante ao trabalhador que sofreu acidente de trabalho e recebeu auxílio-doença acidentário (B91) uma estabilidade provisória de 12 meses após o retorno ao trabalho.

📌 Durante esse período, a empresa não pode demitir sem justa causa.

⚠️ Atenção a um ponto essencial (muito ignorado):

Mesmo que o INSS tenha concedido auxílio-doença comum (B31), isso não encerra a discussão.

👉 Se a Justiça do Trabalho reconhecer que a doença ou lesão tem relação com o trabalho, o trabalhador pode ter direito à estabilidade provisória de 12 meses ou, se a reintegração não for mais possível, à indenização compensatória correspondente ao período estabilitário.

Ou seja:
📌 o enquadramento feito pelo INSS não é absoluto;
📌 a Justiça do Trabalho pode reconhecer a natureza ocupacional posteriormente.

Fui demitido após acidente de trabalho. Isso é ilegal?

Em regra, sim.
Se o trabalhador sofreu acidente de trabalho, ficou afastado pelo INSS e foi demitido sem justa causa dentro do período de 12 meses após o retorno, a dispensa tende a ser considerada ilegal, podendo gerar reintegração ou indenização substitutiva.

⚠️ Precisa ter ficado afastado pelo INSS?

Esse detalhe é importante, mas não deve ser analisado de forma simplista.

A estabilidade normalmente envolve:

🔍 Esclarecimento importante:

👉 O afastamento não precisa ser contínuo.
Se o trabalhador apresentou vários atestados médicos “picados”, relacionados ao mesmo CID (ou à mesma doença/lesão), e a soma desses afastamentos ultrapassar 15 dias, o requisito pode ser considerado preenchido.

📌 Ou seja:

Esse detalhe é decisivo em muitos casos — e costuma ser ignorado pelas empresas.

Porém, atenção:
👉 a empresa não pode se beneficiar da própria irregularidade.

Se o acidente ocorreu, mas:

a estabilidade ainda pode ser reconhecida judicialmente, conforme as provas do caso.

💬 “Mas a empresa disse que foi coincidência”

Essa justificativa é frequente.
E raramente convence a Justiça.

Quando a dispensa ocorre:

📌 surge forte indício de dispensa discriminatória.

Advogado trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“demitir o trabalhador no momento em que ele está mais vulnerável costuma revelar abuso do poder diretivo.”

⚖️ Doença ocupacional e acidente de trajeto também geram estabilidade?

Sim.
E isso precisa ficar muito claro.

A legislação equipara a acidente de trabalho:

📌 Nessas situações, os direitos são os mesmos, inclusive:

⚖️ O que o trabalhador pode pedir nesses casos?

Dependendo da situação concreta, podem existir direitos como:

🧩 E se a empresa alegar justa causa?

A justa causa exige prova robusta, imediata e proporcional.
Ela não pode ser usada como retaliação pelo acidente.

Quando aplicada:

📌 costuma ser afastada pela Justiça.

⚠️ O erro de aceitar a demissão sem questionar

Muitos trabalhadores, fragilizados, pensam:

“É melhor aceitar para não piorar.”

O problema é que:

⚠️ O silêncio quase sempre beneficia a empresa.

🧠 O que fazer com cautela após a demissão:

✔️ guarde documentos do acidente e do INSS;
✔️ preserve o termo de rescisão;
✔️ não assine quitação ampla sem orientação;
✔️ consulte um advogado trabalhista de confiança antes de assinar qualquer documento entregue pela empresa;
✔️ anote datas e circunstâncias da dispensa.

⚖️ Conclusão: acidente não tira direitos. Revela quem respeita a lei.

A estabilidade existe para proteger quem está vulnerável.
Acidente típico, doença ocupacional ou acidente de trajeto recebem a mesma proteção jurídica quando há relação com o trabalho.

Entender seus direitos é o primeiro passo para decidir com consciência.
E decisão informada protege mais do que o silêncio.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

🌱 Quando o trabalho tira uma vida, a lei existe para proteger quem ficou

🛑 O INSS ajuda agora. A pensão é o que protege o futuro dos filhos.

Perder quem a gente ama já é uma dor que não cabe em palavras.

Quando essa perda acontece porque ele saiu para trabalhar e não voltou, a dor vem acompanhada de medo. 😔

Medo do amanhã.
Medo de não conseguir sustentar os filhos.
Medo de ficar sozinha com responsabilidades que antes eram divididas. 💭

Se você está passando por isso, saiba de uma coisa importante desde o início:

você não está errada em pensar no futuro da sua família. 🤍


👩‍👧‍👦 Quando o acidente tira uma vida, o maior medo é não conseguir cuidar dos filhos

Nesse momento, quase ninguém pensa em processo.

O que vem à cabeça é:

Essas perguntas são humanas.
São legítimas.
E merecem respeito. 🌷


🙏 Você não está pensando em dinheiro. Está pensando em sobreviver

Muitas mulheres sentem culpa por procurar informação.
Pensam que isso é “briga”, “confusão” ou “aproveitamento”.

Não é.

Buscar orientação é cuidar dos filhos,
é cuidar da casa,
é cuidar da dignidade da família que ficou. 🏠💞


⏳ A ajuda inicial da empresa costuma ser temporária

Quando acontece um acidente grave ou uma morte no trabalho, é comum que a empresa ajude no começo.

Isso pode incluir:

Essa ajuda é importante.
Mas é preciso dizer com muito cuidado:

essa ajuda não costuma durar para sempre. ⚠️


📄 Pagamento de hospital, enterro ou seguro não garante o sustento da família ao longo dos anos

Esses valores ajudam no momento mais difícil.
Mas eles não substituem a renda que seu companheiro levaria para casa por muitos anos.

Os filhos continuam crescendo. 👶➡️🧒
As despesas continuam.
A vida continua — mesmo com a dor. 💔

Por isso, a lei existe para proteger quem ficou.


🏛️ O INSS ajuda, mas nem sempre garante o futuro da família

É comum a família receber:

Esse valor ajuda.
Mas é importante entender algo essencial:

o que o INSS paga não isenta a empresa de responsabilidade quando houve falha no acidente.


⚖️ Quando a empresa pode ser obrigada a pagar pensão para a família

Se o acidente aconteceu porque:

a lei pode garantir à família uma pensão paga pela empresa, além do INSS.

Essa pensão existe para:


👶 A pensão não é favor. É proteção para os filhos

A pensão não é caridade.
Não é ajuda.
Não é “pedido”.

Ela existe porque ninguém deveria perder o sustento da família por uma falha no trabalho.

Advogado trabalhista em Curitiba

“Quando um trabalhador perde a vida, a preocupação da família não é justiça abstrata. É o futuro dos filhos. A lei existe para que essa dor não seja acompanhada de abandono.”

Rodrigo Fortunato Goulart, advogado trabalhista e Doutor em Direito, é especialista em indenizações por acidente de trabalho com morte


✍️❗ Não assine nenhum documento entregue pela empresa sem falar com um advogado de confiança

Esse ponto é muito importante.

Em momentos de dor, a empresa pode apresentar documentos para assinatura.
Muitos parecem simples.
Alguns dizem que são “apenas para ajudar”.

Mas alguns documentos podem encerrar direitos sem você perceber. ⚠️

Por isso:


📑 Muitos documentos parecem ajuda, mas podem tirar direitos no futuro

Infelizmente, é comum que famílias assinem papéis sem saber que estão abrindo mão de proteção.

Depois, quando procuram ajuda, descobrem que:

Informação antes protege.
Informação depois nem sempre resolve. 🛡️


⚖️🤝 O advogado trabalhista cuida do seu caso e do futuro dos seus filhos

Casos de acidente de trabalho com morte são delicados.
Exigem sensibilidade.
E exigem conhecimento específico.

O advogado trabalhista é quem:


🕊️ Você não precisa decidir nada agora. Mas precisa estar protegida

Ninguém espera que você tome decisões imediatas.
O luto precisa de tempo.

Mas informação é proteção.
E proteção é cuidado com quem ficou. 🤍


📌 Conclusão

Se você perdeu seu companheiro em um acidente de trabalho e tem dúvidas sobre pensão, sustento e proteção da sua família, buscar orientação jurídica trabalhista especializada pode trazer clareza e segurança.

Cada situação precisa ser analisada com respeito, cuidado e atenção à realidade de quem ficou. 🌷

📝 Se você sofreu um acidente e se sente perdido, este passo a passo é para você

Se você sofreu um acidente de trabalho, é normal sentir medo.

Você pensa na saúde, no emprego e na renda. Além disso, surge uma dúvida prática: “Preciso da CAT?”

A CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho parece burocracia. No entanto, ela é um documento que pode proteger você.

Ela registra o acidente e ajuda a organizar o caminho com o INSS.

Portanto, quanto antes você entender o processo, melhor.


🎗️ A CAT pode ser a diferença entre ser ouvido ou ser ignorado

Depois do acidente, muita gente ouve frases que machucam:

“Isso não foi nada”, “não precisa registrar”, “melhor deixar quieto”.

Se você já escutou isso, eu entendo. 💛

Você quer apenas melhorar e seguir a vida.

Porém, sem registro, você pode enfrentar mais dificuldade lá na frente.

CAT não é “favor” da empresa.
É um registro oficial do acidente. Além disso, ela reduz dúvidas sobre datas e circunstâncias.


⚖️ O que é a CAT e para que ela serve

A CAT é a Comunicação de Acidente de Trabalho.

Ela informa ao INSS que ocorreu um acidente ou uma suspeita de doença relacionada ao trabalho.

Na prática, ela serve para:

Ou seja, ela não “garante” tudo sozinha. Contudo, ela ajuda muito.

Advogado trabalhista em Curitiba

“Todo trabalhador que sofre um acidente precisa ser ouvido; a CAT é, muitas vezes, a primeira forma de dar voz a essa história.”

Rodrigo Fortunato Goulart, advogado trabalhista e doutor em direito, é especialista em indenizações por acidente de trabalho


💬 Quem pode emitir a CAT (mesmo sem a empresa)

Em geral, a empresa deve emitir.

No entanto, se ela não emitir, a lei permite outras emissões.

Podem emitir:

Portanto, se a empresa se recusar, você ainda pode agir.

“Quando a empresa impede a CAT, o trabalhador sente abandono.
Mas o direito não acaba ali.”


🧩 Quando a CAT deve ser emitida

A regra é simples:

Além disso, a CAT pode ser emitida mesmo se o trabalhador não se afastar.

Logo, ela também serve como proteção preventiva.


✅ Passo a passo: como preencher a CAT sem erro

A CAT é preenchida, em regra, de forma digital, diretamente no site do INSS (clique aqui para abrir a CAT).

Ainda assim, os campos seguem a mesma lógica.

1) 🎗️ Separe os documentos antes de começar

Você ganha tempo se tiver:

Além disso, tenha uma descrição simples e fiel do ocorrido.

2) ⚖️ Informe o tipo de CAT corretamente

Geralmente, há categorias como:

Portanto, escolha com atenção. Se tiver dúvida, registre como inicial e busque orientação.

3) 💬 Descreva o acidente com objetividade

Aqui mora o erro mais comum: exagero ou falta de detalhe.

Faça assim:

Evite discussões. Foque em fatos.

Escreva como se você estivesse explicando para alguém de fora.
Curto, claro e cronológico.

4) ⚖️ Preencha a parte de “local e horário” com precisão

Data e horário importam.

Além disso, o local exato evita contestação futura.

Se for trajeto, descreva:

Assim, você reduz dúvidas.

5) 🎗️ Inclua o atendimento médico (se houver)

Se você passou por pronto atendimento, registre:

No entanto, se não houver laudo, você ainda pode emitir CAT.

Depois, você complementa com documentos médicos.

6) 💰 Revise antes de enviar

Confira:

Um erro simples pode atrasar o processo. Portanto, revise com calma.


💬 Dúvidas comuns

“Se eu emitir a CAT, serei demitido?”

O medo é real. É compreensível.

No entanto, a emissão da CAT não autoriza retaliação.

Além disso, se houver perseguição, isso pode gerar discussão jurídica própria.

“CAT garante benefício do INSS?”

Não. Ela ajuda.

O INSS decide pela incapacidade e pelos documentos médicos. Portanto, organize tudo.

“E se o acidente parece ‘leve’?”

Mesmo assim, a CAT pode ser útil.

Muitas sequelas aparecem depois. Logo, registrar cedo evita sofrimento futuro.


✅ Conclusão: registre com calma e proteja seu futuro

A CAT não é um drama.

Ela é um passo de proteção, especialmente para quem está vulnerável após um acidente.

Se você sofreu acidente e está inseguro, busque orientação.

Informação reduz medo. Além disso, ajuda você a decidir com firmeza.

Você não precisa enfrentar isso sozinho.

Em caso de dúvidas consulte sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

⚡ Acidente de trabalho por choque elétrico: seus direitos podem estar sendo ignorados

Sofrer um choque elétrico no trabalho muda tudo em segundos.

Além da dor física, surgem o medo, a insegurança e a dúvida sobre o futuro profissional.

Muitos trabalhadores qualificados continuam empregados, mas trabalham angustiados, sem saber se seus direitos foram respeitados — ou se podem buscá-los judicialmente.


🎗️ Quando o choque não acaba no momento do acidente

Um choque elétrico raramente termina quando a corrente é desligada.

Na prática, as consequências costumam aparecer dias, semanas ou meses depois.

É comum surgirem:

Além disso, muitos profissionais continuam trabalhando por receio de perder o emprego, mesmo sem condições plenas.

👉 Se isso soa familiar, saiba: sua dor é real e reconhecida pelo Direito do Trabalho.


⚖️ O que a lei considera acidente de trabalho por choque elétrico

Acidente de trabalho é todo evento ocorrido no exercício da função ou a serviço da empresa, que cause lesão corporal ou redução da capacidade laboral.

No caso do choque elétrico, a responsabilidade do empregador costuma ser analisada com rigor, sobretudo quando há:

Além disso, não é preciso haver culpa direta.

Em atividades de risco, a responsabilidade pode ser objetiva.


💬 “Mas a empresa disse que foi um acidente inevitável”

Esse argumento é comum.

No entanto, a Justiça do Trabalho analisa a realidade prática, não apenas o discurso empresarial.

Perguntas simples fazem toda a diferença:

Advogado trabalhista em Curitiba
“O choque elétrico no trabalho quase nunca é fatalidade; na maioria dos casos, é falha de prevenção que gera responsabilidade jurídica.”

Rodrigo Fortunato Goulart, advogado trabalhista e doutor em direito, é especialista em acidente de trabalho por choque elétrico

Essa compreensão é recorrente nas decisões judiciais.


💰 Direitos que frequentemente são ignorados

Após um choque elétrico, muitos direitos deixam de ser observados, especialmente quando o trabalhador permanece no emprego.

Entre eles:

Além disso, quando o trabalhador pede demissão por não suportar mais o ambiente, pode haver reconhecimento de rescisão indireta.


⚡ Exemplo prático do cotidiano

Imagine um técnico ou engenheiro que sofre choque ao atuar em painel energizado.
Ele retorna ao trabalho dias depois, sem acompanhamento adequado.

Com o tempo, surgem:

A empresa ignora os sinais.

O profissional segue trabalhando, mas já não é o mesmo.

👉 Situações assim geram direito à reparação, mesmo que o vínculo continue ativo.


📌 Como reunir provas e agir com segurança

Antes de qualquer medida, é essencial agir com cautela.

Alguns cuidados importantes:

Além disso, procure orientação jurídica antes de tomar decisões drásticas.

Isso evita erros irreversíveis.


⚖️ A importância da análise individual do caso

Cada acidente possui detalhes próprios.

Por isso, não existe resposta automática.

Fatores como:

definem o caminho jurídico mais adequado.

Portanto, agir com informação é sempre o melhor primeiro passo.


🎗️ Conclusão: você não está exagerando

Se, após um choque elétrico, você sente que algo mudou, confie nessa percepção.

O Direito do Trabalho reconhece não só a lesão visível, mas também as sequelas silenciosas.

Buscar orientação não é conflito.

É proteção.

E, acima de tudo, é respeito à sua saúde, à sua história e ao seu trabalho.

Em caso de dúvidas consulte sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

🎗️ Quando o chão some e a vida muda de repente

Uma queda de altura não acontece apenas no corpo.

Ela atinge a rotina, a renda e a tranquilidade de quem trabalha.

Muitos profissionais qualificados vivem esse choque em silêncio.

Estão afastados, com medo do futuro e cheios de dúvidas.

Além disso, surge a angústia mais comum:

“Será que perdi meus direitos?”

Se você sofreu um acidente de trabalho por queda de altura, saiba desde já:

há caminhos jurídicos possíveis, e você não está sozinho.


⚠️ O que caracteriza a queda de altura como acidente de trabalho?

A legislação considera acidente de trabalho aquele ocorrido durante a atividade ou em razão dela.

No caso da queda de altura, isso inclui situações como:

Portanto, não importa apenas a altura da queda.

Importa o risco da atividade e a ausência de proteção eficaz.


💬 “Foi um acidente mesmo. Ainda assim tenho direitos?”

Essa é uma dúvida comum.

Muitos trabalhadores acreditam que, por ter sido um “acidente”, nada pode ser feito.

Isso não é verdade.

O empregador tem o dever de:

Quando isso falha, o acidente deixa de ser mero "infortúnio".

A queda de altura raramente é imprevisível. Na maioria das vezes, ela é consequência de falhas na prevenção.


🎗️ O sofrimento que não aparece nos relatórios

Depois da queda, o pior nem sempre é o impacto inicial.

Para muitos trabalhadores, o sofrimento começa quando a porta do hospital se fecha.

Alguns passam meses — ou anos — presos a gaiolas metálicas, com parafusos atravessando ossos, sustentando o corpo para que ele consiga se recompor.

Outros vivem engessados, com mobilidade reduzida, dependentes para tarefas simples do dia a dia.

Há quem enfrente sessões intermináveis de fisioterapia, com dor, frustração e a incerteza de saber se voltará a trabalhar como antes.

E, quando parece que acabou, surge a notícia de uma nova cirurgia.

Nesse período, a vida entra em suspensão.

A renda diminui.
A autoestima cai.
O silêncio aumenta.

Esse sofrimento não é exagero.
Ele é real, prolongado e profundo.

E o Direito do Trabalho não ignora essa realidade.

Advogado trabalhista em Curitiba

“A sequela não precisa ser visível para ser juridicamente relevante; basta que comprometa a capacidade de trabalho ou a dignidade do profissional”.

Rodrigo Fortunato Goulart, advogado trabalhista, é Doutor em Direito e especialista em indenizações por acidente de trabalho


Quando a empresa falha na prevenção e o trabalhador paga com dor física, emocional e perda de autonomia, isso importa juridicamente.

Importa porque dignidade não se mede apenas por laudos. Importa porque a dor também deixa marcas invisíveis.

Se você viveu isso, saiba: sua dor é compreendida, reconhecida e não é invisível aos olhos da Justiça.


⚖️ Direitos que costumam ser ignorados após a queda

Após um acidente de trabalho por queda de altura, o trabalhador pode ter direito a:

Além disso, mesmo quem pede demissão ou é dispensado pode ter direitos preservados.


💰 E quando o acidente gera sequelas?

Aqui está um ponto sensível.

Muitos profissionais retornam ao trabalho com limitações.

Outros não conseguem mais exercer a mesma função.

Nesses casos, é possível discutir:


🧠 Situações reais que se repetem no dia a dia

Na prática, vemos casos como:

Essas situações não são exceção.

Elas se repetem diariamente.

E, muitas vezes, o trabalhador só percebe a gravidade quando já está afastado.


📑 Como reunir provas com segurança jurídica

Agir com cautela é essencial.

Algumas provas importantes incluem:

Além disso, guarde tudo com calma.

Nada deve ser feito por impulso.


🎗️ O impacto emocional da queda de altura

Pouco se fala sobre isso.

Mas existe vergonha, medo e insegurança.
Existe o receio de “dar trabalho” ou “criar problema”.

Essa dor é real.

Muitos trabalhadores chegam ao escritório dizendo: “Eu só queria voltar a trabalhar em paz”.

Reconhecer essa dor também é parte do direito.


⚖️ Posso entrar com ação trabalhista?

Cada caso exige análise individual.

No entanto, quando há:

o caminho judicial pode ser legítimo.

Portanto, buscar orientação especializada ajuda a evitar erros e frustrações.


✅ Conclusão: informação é proteção

A queda de altura muda trajetórias.

Mas ela não apaga direitos.

Informação clara devolve controle ao trabalhador.

E orientação jurídica traz segurança para decisões difíceis.

Se você viveu essa situação, informe-se.

Com calma, com critério e com respeito à sua própria história.

Em caso de dúvidas, procure sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

FAQ

PERGUNTAS
FREQUENTES

As principais dúvidas de quem nos procura e as nossas respostas, de forma rápida e eficiente.

Se você foi mandado embora sem justa causa, tem direito a receber: salário dos dias trabalhados, aviso prévio (se não foi cumprido), férias proporcionais + 1/3, 13º salário proporcional, multa de 40% sobre o FGTS, além de poder sacar o FGTS e, se tiver direito, pedir o seguro-desemprego. Dependendo do seu caso, pode haver outros direitos.
O salário e o FGTS devem ser pagos na data certa. Se houver atrasos constantes, isso pode ser motivo para encerrar o contrato de trabalho por culpa do patrão (rescisão indireta). Além disso, o trabalhador pode receber juros e correções pelos dias de atraso e até uma indenização por danos morais, se for o caso.
Sim. Mesmo sem registro na carteira, você pode ter direito a todos os benefícios de um trabalhador com carteira assinada, como FGTS, férias, 13º salário, INSS e outros. Se o patrão não reconhece isso, é possível entrar na Justiça e apresentar provas para garantir seus direitos.
Se você sofreu um acidente de trabalho, pode ter direito a afastamento com pagamento do INSS, estabilidade no emprego depois que voltar ao trabalho e até indenização, dependendo do caso. Se o acidente deixou sequelas, pode haver direito à aposentadoria por invalidez, pensão vitalícia (paga pela empresa) ou outros benefícios.
As horas extras só podem ser exigidas dentro da lei. Se você trabalha além do horário normal, tem direito a receber um valor maior por cada hora extra (pelo menos 50% a mais do que a hora normal). Algumas categorias podem ter regras diferentes em acordo ou convenção coletiva.
Não. O patrão não pode mudar seu contrato de trabalho para piorar suas condições sem seu consentimento. Se isso acontecer e te prejudicar, você pode ter o direito de pedir a rescisão indireta do contrato e receber todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
A lei garante estabilidade para mulheres grávidas desde o início da gestação até cinco meses depois do parto. Se for demitida nesse período, pode pedir para ser reintegrada ao trabalho ou receber uma indenização.
Se o patrão manda um funcionário abrir uma empresa (CNPJ ou MEI) só para continuar trabalhando do mesmo jeito que antes, isso pode ser uma fraude chamada “pejotização”. Se houver subordinação, horário fixo e obrigações como as de um empregado, pode ser possível pedir na Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício e receber todos os direitos previsto em lei.
Sempre que tiver dúvidas ou problemas no seu trabalho, como salário atrasado, demissão injusta, assédio, não pagamento de direitos, trabalho sem carteira assinada, entre outros. Um advogado pode orientar sobre o que fazer e se vale a pena entrar na Justiça.
Na consulta, o advogado analisa o seu caso, verifica documentos, esclarece dúvidas e explica quais são os possíveis caminhos para resolver o problema. Dependendo da situação, pode ser feito um acordo com a empresa ou, se necessário, uma ação na Justiça.
O valor depende do caso e do advogado. Cada profissional tem liberdade para estabelecer o preço dos seus serviços. Profissionais experientes podem cobrar um valor fixo pela consulta ou pelo processo, enquanto outros podem trabalhar com um percentual do valor que o cliente receber no final da ação (honorários em caso de vitória). Tudo deve ser combinado antes, de forma transparente.
O tempo pode variar bastante. Se houver um acordo, pode ser resolvido rapidamente. Mas, se precisar de uma decisão da Justiça, pode levar meses ou até anos, dependendo do caso e dos recursos.
Depende. Depois da Reforma Trabalhista, quem perde a ação pode ser condenado a pagar honorários ao advogado da outra parte, mas há exceções. Também pode haver custos do processo, dependendo do contrato feito com seu advogado. Por isso, é importante entender tudo antes de entrar com a ação.
Os documentos mais importantes são: carteira de trabalho física ou digital, holerites (contracheques), contrato de trabalho, comprovantes de pagamento, extrato do FGTS, carta de demissão e qualquer outro que mostre como era a relação de trabalho. Se não tiver todos, o advogado pode te orientar sobre como reunir provas.

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